"O maior problema do evento foi a desinformação da equipe de apoio mesmo com perguntas simples. Este é um problema grave porque sabota todo o esquema de acessibilidade" , afirma o promotor.
Membro da Comissão da Pessoa com deficiência da OAB/RJ, Deborah Prates, cega, foi ao festival e concorda com o promotor.
"O Rock in Rio foi um total desrespeito dos organizadores em relação às pessoas com deficiência" , diz ela, relatando que não havia portões especiais para deficientes, nem banheiros adaptados em quantidade e os ônibus não eram acessíveis.
"Pedi informações sobre a localização de banheiro para mais de 20 seguranças e, mesmo com rádios, não sabiam nada de nada. O pior é que passavam rádio na nossa frente e diziam: "esperem aqui que virá um promotor do evento buscar você , e ficávamos ao Deus dará. Ninguém aparecia, fomos feitos de tolos inúmeras vezes" , afirma Deborah.
A quarta edição do Rock in Rio foi um duro teste para a cidade que sediará a Olimpíada e Paraolimpíada de 2016. Especialmente porque o local onde foi realizado o festival é a primeira das instalações a ficar pronta para os Jogos de 2016. E, em termos de acessibilidade, o Rock in Rio reprovou o Rio de Janeiro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário