sábado, 22 de outubro de 2011

Sem teto, Perlla já providencia mudança para a Região dos Lagos


Haja oração, Perlla! A cantora, que vem sofrendo pressão do marido evangélico para abandonar a carreira, vive uma grave crise financeira. Sua dívida atual está perto dos R$ 215 mil. Recentemente, ela precisou deixar a casa em Vargem Pequena porque não conseguia mais dar conta das prestações de R$ 4.300. A funkeira corre o risco também de perder seu carrão, um Hyundai IX35, que, inclusive, já está penhorado. Há cinco meses, ela não paga a prestação de R$ 2.700 do veículo. Sem contar que Perlla emitiu, desde maio deste ano, cinco cheques sem fundo.
Ela também enfrenta problemas na Justiça. Seu antigo empresário, Sandro Marcelo, processa a cantora para reaver seus direitos trabalhistas por cinco anos de serviços prestados. Procurado pela coluna, Sandro não quis comentar o caso.

"Ou sua carreira ou eu!". Com essa frase, o marido de Perlla, o músico evangélico Cassio Castinhol, deu um ultimato à funkeira. Para que o casamento continue, ela teria que abandonar os palcos. A cantora, então, decidiu acatar o pedido. Nesta semana, ela era esperada na Festa Nacional de Música, em Canela, mas deu bolo. Insistiu para se juntar ao grupo, que reunia nomes como Ney Matogrosso e Martinho da Vila, e não apareceu por lá.
Perlla também demitiu recentemente sua assessoria de imprensa por causa dos novos planos. Nos raros shows que tem feito, a cantora já não mostra mais o mesmo entusiasmo. Nos bastidores, tem sido de pouca conversa. Seu marido costuma dizer que cantar funk é coisa do demônio, não coisa de Deus. Cassio costuma ficar orando durante as apresentações da mulher.
Uma alternativa dada pelo marido é que ela siga uma carreira gospel e desista do batidão. Perlla está grávida do primeiro filho, Calebe, que nascerá em dezembro.

sábado, 8 de outubro de 2011

Rock in Rio: portadores de deficiência ficaram "ao Deus dará"


A alegria e o prazer de cantar que Stevie Wonder esbanjou no palco do Rock in Rio faltou para as pessoas com deficiência que, cegos como ele, foram ao festival para se divertir, acreditando nos anúncios oficiais de que a Cidade do Rock estaria acessí­vel. A crítica parte do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência. 
"Stevie Wonder, cego, foi o melhor de todos", celebra Teresa Costa d'Amaral, superintendente do IBDD, que se limitou a alogiar o canto, mas não o festival. 
O promotor Rafael Luiz Lemos de Souza, da Promotoria de Justiça de Proteção ao Idoso e à Pessoa com Deficiência está coletando reclamações de usuários.
"O maior problema do evento foi a desinformação da equipe de apoio mesmo com perguntas simples. Este é um problema grave porque sabota todo o esquema de acessibilidade" , afirma o promotor. 
Do lado de fora da Cidade do Rock, estava "muito ruim" , segundo Rafael Luiz. Entre tantos problemas, não havia indicação de estacionamento para pessoas com deficiência e não estava claro que os carros com adesivos azuis entrariam no bloqueio ou não.
Membro da Comissão da Pessoa com deficiência da OAB/RJ, Deborah Prates, cega, foi ao festival e concorda com o promotor. 
"O Rock in Rio foi um total desrespeito dos organizadores em relação às pessoas com deficiência" , diz ela, relatando que não havia portões especiais para deficientes, nem banheiros adaptados em quantidade e os ônibus não eram acessí­veis.
"Pedi informações sobre a localização de banheiro para mais de 20 seguranças e, mesmo com rádios, não sabiam nada de nada. O pior é que passavam rádio na nossa frente e diziam: "esperem aqui que virá um promotor do evento buscar você , e ficávamos ao Deus dará. Ninguém aparecia, fomos feitos de tolos inúmeras vezes" , afirma Deborah.
A quarta edição do Rock in Rio foi um duro teste para a cidade que sediará a Olimpí­ada e Paraolimpí­ada de 2016.  Especialmente porque o local onde foi realizado o festival é a primeira das instalações a ficar pronta para os Jogos de 2016. E, em termos de acessibilidade, o Rock in Rio reprovou o Rio de Janeiro.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Detonautas Roque Clube


No último dia do Rock in Rio 2011, o responsávelpor abrir o palco Mundo foi a banda brasileiro Detonautas Roque Clube. O vocalista da banda, Tico Santa Cruz, realizou o já tradicional discurso crítico, a respeito da política no Brasil.
O deputado do Maranhão Margno Bacelar, aliado à José Sarney, declarou na semana passada que os freqüentadores do festival seriam “drogados, maconhados”. Tico discursou inflamado “Existe corrupção no mundo inteiro, mas só no Brasil existe a impunidade do jeito que é. Um daqueles ‘pela-saco’ do Sarney disse que quem está no Rock in Rio é maconheiro. Pois eu prefiro um bando de maconheiro do que bandido de terno e gravata”.
O show durou pouco mais de 40 minutos, e foram relembrados sucessos como “Olhos certos”, “O dia que não terminou” e “Quando o sol se for”. Mas a plateia enlouqueceu mesmo quando a banda realizou a apresentação do cover de “Metamorfose Ambulante”, de Raul Seixas. Tico ainda comentou que seria uma “homenagem ao mestre”.
Tico Santa Cruz fez protesto


No final do show, ainda deu tempo para outra homenagem. A banda relembrou a comemoração dos 20 anos do disco Nevermind, do Nirvana, com a apresentação de “Smells like teen spirit”. Não foi um cover, como no caso de “Metamorfose Ambulante”. A música começou e logo foi cortada. A homenagem se restringiu a Tico cantando apenas com o público.