domingo, 11 de setembro de 2011

Será o Fim do Scorpions?

Os alemães do grupo Scorpions preferem pendurar as chuteiras antes de se transformarem em "uma caricatura" do que foram, razão pela qual a lendária banda de rock pesado decidiu embarcar em uma turnê mundial de despedida dos fãs, revelou o vocalista Klaus Meine à revista "Zeit Magazin".
"Para uma banda de rock pesado que sobe ao palco para cantar 'Bad boys running wild' ("Garotos maus correndo selvagemente", em tradução livre) chegamos ao limite", afirma o líder dos Scorpions, de 62 anos.
Segundo Meine, a banda se recusa a se transformar em "uma caricatura" e teme que um dia algum de seus fãs pergunte: "Na sua época vocês eram uma banda genial, por que estão fazendo isso?".
"Chegou o momento da reta final, enquanto este furacão ainda for um furacão e não cair na categoria de tempestade tropical", desabafa Meine.
Além disso, o vocalista reconhece que na carreira dos Scorpions também houve momentos difíceis, porque "a tragédia e o triunfo sempre andam de mãos dadas".
"Vivi o lado obscuro em 1982, quando arruinei totalmente minha voz. Simplesmente a perdi. Estávamos trabalhando no álbum 'Blackout', um título muito apropriado. A situação ficou crítica de verdade quando tive que me submeter a uma nova operação dois meses depois da primeira", relembra.
Segundo Meine, tudo parecia indicar que sua carreira "acabaria ali", mas o apoio de sua esposa Gabi e da banda inteira foi crucial para seguir adiante.
O vocalista lembra que quando disse ao guitarrista da banda, Rudolf Schenker, para procurarem um novo cantor, a reação do grupo foi "excepcional": "Aconteça o que acontecer, te esperaremos".
 A banda conquistou a fama mundial com canções como "Wind of change" — número um nas paradas de sucessos de 11 países europeus —, inspirada nos eventos políticos dos finais dos anos 1980 e início de 1990 no Leste Europeu que levaram à queda do muro de Berlim e do bloco comunista.

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